Ultimo trecho de mata de galeria do Rio Paquequer / Foto: Inverno de 2009



O que é um Plano Municipal de Saneamento?


É um conjunto de diretrizes que dirigem o governo municipal ou das empresas contratadas pelo governo municipal para realizar serviços públicos. O Plano de Sanemaento orientam as atividades nas quatro áreas de saneamento: abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, coleta e disposição de resíduos sólidos, e drenagem pluvial.

Estas diretrizes devem definir as regras gerais sobre os aspectos técnicos, comerciais, institucionais, e sociais de cada uma destas áreas.

Segundo a Fundação Nacional da Saúde, o processo deve seguir as seguintes etapas:

Etapa 1: Formação do Grupo de Trabalho;
Etapa 2: Mobilização Social;
Etapa 3: Diagnóstico Técnico-Participativo;
Etapa 4: Prospectiva e Planejamento Estratégico;
Etapa 5: Programas, Projetos e Ações para Alcance do Cenário de Referência;
Etapa 6: Plano de execução;
Etapa 7: Aprovação do Plano Municipal de Saneamento Básico;
Etapa 8: Implantação do Plano Municipal de Saneamento Básico;
Etapa 9: Avaliação do Plano Municipal de Saneamento Básico.

Vamos fazer um Plano participativo de verdade? Depende de nós!

Sua participação é fundamental para assegurar que o Plano Municipal de Saneamento seja o melhor para o futuro de Teresópolis.
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Vai faltar água em metade das cidades brasileiras em 2015 
LEILA COIMBRA 
DE BRASÍLIA 

Mais da metade dos municípios brasileiros (55% do total) terá déficit de abastecimento de água em 2015. Levantamento feito pela ANA (Agência Nacional de Águas) mostra que são necessários investimentos de R$ 22,2 bilhões para evitar o risco de um colapso total até 2025. 

Hoje, cerca de 16% das cidades do país têm algum problema de abastecimento. Para tratar também os esgotos jogados nos rios, o que impede a reutilização das águas, serão necessários cerca de R$ 70 bilhões. 

Os dados fazem parte do Atlas de Abastecimento Urbano de Água, um mapeamento completo de todos os 5.565 municípios brasileiros, liderado pela agência das águas com instituições federais, estaduais e municipais. 

DISTRIBUIÇÃO 

O estudo mostra que o Brasil é um dos países mais ricos em recursos hídricos, mas o grande desafio no fornecimento de água é a população concentrada em locais onde há sua menor oferta. 

A região amazônica reúne 81% das fontes hídricas do país, mas as áreas de maior densidade populacional, como o Sudeste e o Nordeste, têm só 3% da água, originada na Bacia do Atlântico. 

"Caso não sejam feitos os investimentos, haverá risco de interrupção temporária no abastecimento cada vez mais freqüentes. Manobras como rodízio no fornecimento para os consumidores poderão ser mais usadas. Mas não há risco para pânico", diz Ney Maranhão, superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da ANA. 

O Nordeste é a região que mais demandará investimentos em captação de água, por ter as menores reservas: R$ 9,1 bilhões. 

Já o Sudeste, onde está a maior parte da população, precisa de mais dinheiro para tratamento de afluentes. Juntos, os Estados de SP, RJ, ES e MG vão precisar de R$ 7,4 bilhões em captação de novas fontes de água.